quinta-feira, 13 de outubro de 2016

É UMA PENA.
MAS A REALIDADE É ESTA.


AS DUAS VONTADES DE DEUS:
1-    VONTADE DIRETIVA.
2-    VONTADE PERMISSIVA.
Genesis 22: 1, 2.

O OBEDECER É MELHOR QUE O SACRIFICAR.

- Abraão agiu na vontade diretiva de Deus. Gn. 22: 1-18.

-v1, 2: Ouvir o chamado.
-v3-5: O Preparo.
-v6: A Capacitação:
Isaque preparado.
-v7, 8: A Fé:
Profecia.
-v9, 10: A Construção do Altar e o Sacrifício,
-11-13: A Intervenção de Deus e o Cumprimento da Profecia.

-v15-18: AVitória.
MENSAGEM ATITUDE:
Romanos 5:18.
IGUAL DECISÃO. “DOMÍNIO QUE SE TOMA POR SÍ MESMO”.

1-   ATITUDE DE VIDA. “Eu vim para que tenham ida”. Jo. 10:10b.
2-   ATITUDE DE PERDÃO. Rm.5:20, 21.
3-   ATITUDE DE REGENERAÇÃO. Rm. 8:28-30.
4-   ATITUDE DE SABEDORIA. (Salomão) “Que eu seja sábio”. 1Pe. 3:5 e 9.

5-   ATITUDE DA GRAÇA. Rm.8:18.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

LUCAS 15= 11 – 32. - PAI: O RETRATO DE DEUS. - O FILHO PERDIDO. - O IRMÃO DO FILHO PRÓDIGO.

LUCAS 15= 11 – 32.

- PAI: O RETRATO DE DEUS.
- O FILHO PERDIDO.
- O IRMÃO DO FILHO PRÓDIGO.

11- Continuou: Certo homem tinha dois filhos;
12- o mais moço deles disse ao pai: Pai dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres.
13- Passados muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente.
14- Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade.
15- Então, ele foi e se agregou a uns cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos. (Lv. 11= 7, 8).
16- Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada.
17- Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai tem pão com fartura, e eu aqui morro de fome!
18- Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti;
19- já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores.
20- E, levantando-se foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou.
21- E o filho disse: Pai pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.
22- O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés;
23- trazei também e matai o novilho cevado. Comamo-nos e regozijemo-nos,
24- porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.
E começaram a regozijar-se.
25- Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu as músicas e as danças.
26- Chamou um dos criados e perguntou que era aquilo.
27- E ele informou: veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde.
28- Ele se indignou e não queria entrar; saindo, porém, o pai, procurava conciliá-lo.
29- Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos;
30- vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado.
31- Então, lhe respondeu o pai: Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu.
32- Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque este teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.



PAI: O RETRATO DE DEUS.
Os judeus ensinavam que o pecador devia arrepender-se antes de lhe ser oferecido o amor de Deus. A seu parecer, o arrependimento é obra pela qual os homens ganham o favor de Deus. Foi este pensamento que induziu os fariseus atônitos e irados a exclamarem, “Este homem recebe pecadores”! Lc. 15= 2. Conforme sua suposição, não devia permitir que pessoa alguma a ele se chegasse sem ter arrependimento. Cristo ensina que a salvação não é alcançada por procurarmos a Deus, mas porque Deus nos procura. Não nos arrependemos para que Deus nos ame, porém, ele nos revela o seu amor para que nos arrependamos.
Como é Deus, ou quem é Deus?
As respostas podem variar de pessoa para pessoa, mas provavelmente elas dirão mais a nosso respeito do que a respeito de Deus. Um dos ensinos mais evidentes do Novo Testamento, é que Jesus Cristo veio para revelar a pessoa do “Pai”. Jo. 14= 9-13. Em várias ocasiões, o próprio Jesus fez a mais completa identificação entre ele e Deus: Perdoou pecados, aceitou culto e adoração, fez promessas que apenas Deus poderia fazer. Lc. 5= 21; Lc. 24= 52; Jo. 14= 12-14.
Provavelmente, um dos quadros mais claros a respeito de Deus por Jesus aparece em Lucas 15, o capítulo conhecido como, “o Evangelho dentro do Evangelho”. Em resposta à acusação que lhe é feita pelos representantes religiosos dos seus dias, Jesus conta três parábolas, tais história não são uma exposição do Evangelho, mas uma defesa dEle. Elas representam o contra ataque de Jesus para aqueles que a graça de Deus parecia um desperdício achavam que Deus não se interessava pelos pecadores. As palavras e ações de Jesus chocaram e ofenderam os lideres religiosos do judaísmo do primeiro século. E elas ofendem ainda hoje muitos que se dizem conhecedores de Deus. A surpresa do ministério de cristo é que ele atraiu pessoas das quais os religiosos judeus nem se aproximavam, um exemplo: Enfermos, pobres, samaritanos, mulheres e coletores de impostos. Todos estes eram considerados, impuros e marginalizados dentro do sistema religioso dos judeus. O que ofendeu os representantes do judaísmo não foi tanto a resposta dessas pessoas a Jesus, más a resposta de Jesus para elas. Os opositores de Cristo fizeram uma dupla acusação, “recebe pecadores” e “come com eles”, Lc. 15= 1, 2. Eles diziam conhecer a Deus e se ofenderam com o tipo de pessoas com quem Jesus se associou. No centro do confronto entre Jesus e os fariseus está a compreensão da doutrina de Deus. Afinal, pode Deus associar-se com os pecadores? Os fariseus diziam que não. Então Jesus contou três parábolas para demonstrar o contrário.
1-      A ovelha perdida. Lc. 15= 3-7.
2-      A moeda perdida. Lc. 15= 8-10.
3-      O filho perdido. Lc. 15= 11-32.
Essas histórias tem comum estrutura, enfatizam: a tragédia da perda, a diligência da busca e o regozijo da recuperação. Não podemos dizer que conhecemos a Deus se não sabemos o que lhe causa a dor ou o que traz a alegria. Jesus deseja demonstrar que o coração do Pai se parte por aqueles que se perdem, e triunfa em alegria, por aqueles que são encontrados.
Como você se sente quando perde algo valioso? Jesus nos ensina a compreender facilmente. É claro que ficamos tristes quando perdemos algo, mas se alegramos quando encontramos. Jesus revela que Deus se sente assim também. O ponto principal dessas parábolas é fortalecer o pastor que perdeu a ovelha, a mulher que perdeu a moeda, e o pai que perdeu o filho. Aqui se revela como Deus é. Muitos já experimentaram a agonia de ter um filho perdido por algum tempo.
Em nível diferente, mas não menos real, muitos pais conhecem o sofrimento por saberem que um filho ou uma filha encontram-se perdidos moral e espiritualmente. Nesse caso, sabemos onde eles estão e o que fazem, mas não sabem o que fazer para recuperá-lo, estão longe “num país distante”, desperdiçando seus recursos, seu potencial, sua vida. Provavelmente um pai ou uma mãe que conheça tal dor pode realmente entrar no espírito da parábola contada por Jesus.
Nas parábolas eles estão “perdidos, mas não esquecidos”.
Um outro aspecto das parábolas de Lucas 15, é o caráter pessoal do envolvimento, nos três casos, não é um servo que é mandado para buscar o bem perdido, más o próprio dono é quem toma a iniciativa da busca.
Assim é o Pai “Deus”, Ele próprio em pessoa que entrou em cena para recuperar o que havia perdido. Aqui também o perdido não foi esquecido.
O retrato de Deus no pai jamais deixa perdido aquele que o ama.

A PARÁBOLA DO FILHO PERDIDO.

A parábola do filho pródigo é a mais longa, a mais conhecida, a mais amada, a mais citada das parábolas de Jesus e, provavelmente, uma das menos compreendidas. Ela representa a grande e final pincelada no quadro que Jesus pinta de Deus. “Certo homem tinha dois filhos”, o mais moço disse ao pai, “dá-me a parte dos bens que me cabe”. Lc. 15= 12. O pedido desse filho é no mínimo, desrespeitoso, o pedido do filho equivale a um “pedido de morte”, porque só depois da morte do seu pai ele poderia receber sua herança, o pedido do filho, parte o coração do pai. A parábola revela que Deus não viola nossas vontades, ele oferece espaços para nossas escolhas mesmo sabendo que aquilo que queremos muitas vezes é exatamente aquilo que nos destrói. Apenas alguns dias depois, o filho já havia transformado em dinheiro seus bens. E “partiu para uma terra distante”, Lc. 15= 13.
Até onde a busca de emancipação e felicidade conduz o jovem?
Geograficamente o “país distante”, provavelmente fica entre os gentios, caracterizados pelos valores pagãos, marcado pela moralidade pagã.
Espiritualmente, o “pais distante” é a inconsciência e a distancia de Deus”, viver como se Deus não existisse! Distante o jovem persegue a sua fantasia, “e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente”, Lc. 15= 13. Lá ele passou a viver sua liberdade ilusória. Gradualmente, o jovem desceu ao seu próprio inferno. Os amigos duraram enquanto durou o dinheiro, observe a sequencia trágica: ele perdeu o dinheiro, começou a padecer necessidade, mas ninguém lhe dava nada.  Lc. 15= 14-16. Há caminhos que ao homem parece direito, más o fim dele é caminho de morte”, Pv. 14= 12. O jovem foi empregado por um gentio para apascentar porcos uma atividade não praticada por um judeu. A guarda do sábado, os rituais de pureza, os detalhes das leis judaicas, neste pais distante entre os gentios o jovem nem se lembra de observar. Lv. 11= 7, 8; Lc. 15= 15, 16. Ele havia sonhado com liberdade e felicidade distantes, mas termina poluído em companhia imunda (de porcos). “Mas ninguém lhe dava nada”, neste ponto, associamos a narrativa com um quadro comum, que pinta o jovem mal vestido assentado, cabeça entre as pernas, cercado de porcos. Muitos porcos sobraram ao rapaz que saíra da casa do pai.
Se Jesus tivesse parado neste ponto da história, seus críticos teriam batido palmas de entusiasmo como aprovação dizendo: “Isso é o que acontece com o pecador, ele recebe o que merece na companhia de porcos”. Más não é isso que Jesus deseja, Jesus deseja que o “filho volte para a casa”. O jovem “caiu em si”, e voltou para a casa do pai. Lc. 15= 17. Isso significa que quando o jovem abandonou a casa do pai ele estava “fora de si”.
Todo abandono à Deus é um ato de insanidade. O “pais distante”, nunca pode ser o nosso lar, ele sempre será terra distante, estranha. Ele saiu de casa dizendo, “dá-me”, no seu retorno pretende dizer, “trata-me”. Na distancia sua mente emerge o amor de seu pai. O pai não manda perseguir e nem foi atrás dele, o pai está presente na memória do filho enquanto ele está distante em miséria junto aos porcos. Ele assume suas ações e seus erros, ele saiu da casa pensando, “eu tenho que ser eu mesmo”, mas descobre que nossa verdadeira identidade não é encontrada à distância. Ele havia partido para encontrar sua liberdade, e termina algemado à falta de esperança. E é a distancia, entre os porcos, que ele chegou a compreender a glória da casa do pai. Ele perdera o status de filho, imagina ele, mas mesmo como um diarista, “lar é lar”! Ele não esperava ou mesmo nem desejava qualquer tratamento preferencial, apenas oportunidade para provar que mudara.
Ser forçado a deparar-se com sua vergonha. Voltar para casa, com o cheiro dos porcos, com os trapos do seu fracasso, esta era provavelmente a humilhação final. “Vinha ele ainda de longe, quando seu pai o avistou, e compadecido dele, correndo, o abraçou e beijou”. Lc. 15= 20.
Apenas o amor do pai poderia reconhecer o filho sob os trajes que o cobria, porque, “o amor tem bons olhos”. O pai conhece o filho enquanto ele caminha à distancia, ainda longe. “A graça do pai já estava presente e atuante”.
Para entender a história, devemos lembrar que no oriente um homem idoso, respeitado, não devia correr em público, tal ato era indigno, mas o pai desconsidera todos os costumes de sua cultura e corre ao encontro do seu filho. Correndo lançou-se ao pescoço e o beijou. O pai quer ter certeza de que ele é o primeiro na vila a encontrar-se com seu filho, para protegê-lo das criaturas ou das atitudes julgadoras de outros, daqueles que não aceitaria ele ali na vila. O pai não quer correr o risco de que seu filho seja desencorajado pela zombaria e acabe desistindo. Então ele se lança ao pescoço desse estranho vestido em trapos e o cobre de beijos. O pai segura o rapaz e aperta contra o seu peito impedindo que ele caísse de joelhos, posição de submissão. Lc. 15= 19, 21.
O pai não diz nenhuma palavra ao filho, mas suas ações dizem tudo. Depressa ele manda os servos trazer vestes festivas usadas em grandes ocasiões, pois seu filho é hóspede de honra. Coloca-lhe um anel, um anel de sinete, símbolo de autoridade, coloca-lhe sandálias nos pés, porque apenas os servos andam descalços. O que este pai está dizendo é que todas as marcas do país distante devem ser cobertas. Todos os vestígios de sua vergonha devem ser apagadas. O pai não está meramente vestindo o seu filho, mas cobrindo-o com honra e o restaurando à plena filiação. Todas as marcas do país distante devem ser apagadas. Ele ordena que preparem o “novilho cevado” e comecem a celebração, justificando sua atitude com palavras que explodem em gozo. “comamos e regozijemo-nos, porque este teu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado”. Lc. 15= 23, 24. Observe como neste ponto, e justamente nele a alegria é pintada com as cores mais fortes e abundantes. As alegrias ilusórias do país distante não poderia se comparar com o gozo que aconteceu na celebração do pai. Este é o tipo do Deus revelado por Jesus Cristo. A proximidade de Deus é o mistério do nome “Pai” nos lábios de Jesus, uma noção ausente em todas as religiões. A relação do “Pai-Filho”, descrita por Jesus tem sempre características pessoais. Nunca é utilizada em referência ao povo. A parábola de Jesus não coloca ênfase na indignidade do filho, mas no amor do pai.
A história do filho pródigo é a última do trio de parábolas que Jesus conta em sua defesa por aceitar e comer com os pecadores antes mesmo do arrependimento.
Devemos entender ainda que a justiça de Deus não é primariamente uma exigência, mas um dom. (Não é o que ele pede, mas o que ele oferece). Com frequência utilizamos a expressão “justificação pela fé”, mas se isto não for entendido claramente, tornamos a fé um outro tipo de obra. Segundo Ef. 2= 8, “Pela graça sois salvos mediante a fé”.

O IRMAO DO FILHO PRÓDIGO.
- Foi levado a ver seu espírito mesquinho e ingrato?
- Chegou a reconhecer que era ainda e sempre o seu irmão?
- Arrependeu-se o irmão mais velho de seu amor próprio e dureza de coração?
Com referencia a isso, Jesus guardou silêncio.

Ele estivera no campo e quando voltava ouviu a música e as danças veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde. Ele indignado não queria entrar; saiu o pai e procurava conciliá-lo. Ele disse ao pai: você nunca me deste um cabrito, vindo este teu filho, tu mataste para ele o novilho cevado. Disse o pai: meu filho, tu sempre esta comigo e tudo o que é meu é teu, este teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. Lc. 15= 25-32.
Jesus reflete a atitude dos fariseus na vida do irmão do filho pródigo. No versículo 12 lemos que a sua parte de herança lhe é assegurada. Na ideia dos orientais esperava que o filho mais velho fosse o conciliador. Mas o principal personagem da história não é nenhum dos filhos e sim o pai.
Daí o caráter do filho mais velho se torna evidente. Ele informa que vem do trabalho, e usa como evidências dos seus méritos. Ele vive e serve exteriormente o seu pai, mas interiormente ele está tão distante quanto teu irmão, e sua condição talvez seja pior.
Na verdade, estão mais longe de Deus. Não vemos aí duas características, um culpado porque saiu, e outro justo porque ficou, temos aqui dois culpados, o mais moço que o pai perdoa a culpa, e o mais velho que não tem consciência da distancia do pai, mas esse filho não, ele recusa a entrar e exige uma explicação, seu pai estava dando uma festa porque seu irmão voltara são e salvo.
No versículo 28 ele não interessa pelo que está no coração do pai, mas se preocupa em si próprio, e resolve ficar do lado de fora. A cultura esperava que ele se movimentasse entre os convidados, cumprimentando-os e se certificando de que nada faltasse a eles, mas ele escolhe humilhar seu pai publicamente, discutindo a questão entre os convidados. Assim a sua ira é um desacato público, a atitude dele se torna em um grande vexame. No inicio da história é o filho mais novo que rompe a relação com o pai, mas agora é o filho mais velho que o faz.
Novamente o pai vem para fora, duas vezes no mesmo dia oferecendo humilhação e amor. Ele sai não para repreender o filho, mas para demonstrar o seu inesperado amor Lc. 15= 28.
Ao contrário de uma confissão, ele faz dupla queixa.
Ele se dirige ao pai sem usar de respeito, e demonstra a atitude de um escravo, “olha tenho trabalhado como um escravo a tanto tempo”. O pai pensava que tinha um filho mas ele considerava a casa do pai como uma escravidão. Ele vivia na casa do pai como um escravo e não como filho, para ele um cabrito já seria o suficiente para o pagamento de seu salário. Sua atitude é clara, “eu tenho trabalhado, cadê a minha recompensa?”. Como seu irmão, ele demonstra mais interesse nas posses do pai do que no próprio pai. Lc. 15= 29.
O filho mais velho viola o mandamento da honra devida aos pais na reivindicação de que observava os mandamentos, ele se considera justo e não necessita de arrependimento, esse é o espírito do farisaísmo, dos noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.
A diferença entre ele e seu irmão é que ele demonstrou rebeldia ao sair de casa para o país distante, o mais velho é rebelde no coração, dentro de casa. A  rebelião do filho mais velho é mais sutil porque atua em seu interior invisível aos olhos. Ele acusa seu pai de favoritismo e nega qualquer favor estendido a ele.
Em Lc. 15= 29, ele revela que a alegria para ele se resume em se divertir com seus amigos. Ele deseja organizar sua própria festa a qual não inclui seu pai e seu irmão, isso mostra que sua comunidade esta lá fora como a de seu irmão, num país distante. Assim ele declara não ser parte da família. A diferença entre ele e seu irmão, é que o mais novo era um pecador confesso, enquanto ele um santo hipócrita. Ele se recusa a considerar seu irmão e refere ele ao pai como “esse teu filho”, negando assim qualquer parentesco entre seu pai e seu irmão. Ele acusa o seu irmão e o acusa de desperdiçar os bens do pai com as meretrizes, mas, como ele sabia? Provavelmente ele faria o mesmo. Ele queria provar que seu irmão caiu na categoria de um filho rebelde e deveria ser apresentado conforme a lei, (Dt. 21= 18-21), mas seu discurso é de rancor e rebelião. Contudo, pela segunda vez, o pai se humilha. Sua resposta se explode em profundo amor, ele poderia humilhar o filho e obrigá-lo a assumir sua função na festividade, mas o que o pai ganharia com isso? Ele já tem um escravo na pessoa desse filho. Mesmo assim ele o chama de “filho”. A palavra filho quer dizer “a luz do amor”.
As palavras finais registradas nos versos 31 e 32 são palavras que procedem do coração ferido, porque esse pai ansiava ter a alegria completa de ver seus dois filhos em sua casa, na sua festa de celebração. De forma sutil, o pai observa que a categoria de servo é inapropriada para seu filho mais velho. Lc. 15= 29, o pai responde: “tu és o herdeiro, e tudo já lhe pertence”, Lc. 15= 31. Gentilmente o pai lembra que o pródigo é o teu irmão, e de que ele deveria agir como parte da família. Entretanto, na oferta de amor do pai e na resposta do filho mais velho, encontramos mais uma vez com o ponto fraco de amor, o amor pode ser rejeitado.
A parábola representa os fariseus e os públicanos, a real identificação é muito mais profunda. Jesus, em ultima análise, está discutindo dois tipos de pessoas. Um que vive fora da lei, sem a lei, e outro que vive sem lei, mas dentro da lei. Um que está perdido por ser “mau”, o outro que está perdido por ser “bom”, muito bem. A lei esta presente na parábola. O filho mais novo a transgride, o mais velho guarda. O filho mais velho representa aqueles que transgridem a lei por guardarem a lei. Se é pecado apenas transgressão da lei, eles não se sentem pecadores, porque guardam todos os seus mandamentos, mas ambos são pecadores e rebeldes. O mais novo é culpado pela injustiça, o mais velho pela justiça. Ambos partem o coração do pai, ambos terminam num “país distante”, um fisicamente e o outro emocional e espiritualmente. O mesmo amor é demonstrado em cada caso. Para ambos o amor é crucial, porque só o amor pode transformar servos em filhos.
Pelo irmão mais velho foram representado os judeus da época de Cristo, como também os fariseus de todas as épocas, que olhavam com desprezo àqueles que se consideravam publicanos e pecadores. O irônico na história de Jesus é que também corresponde a uma série de advertência às vítimas do legalismo religioso, os que se dizem “justos dentro da igreja”, que se julgam merecedores de recompensa especial por seus atos de justiça própria.
Encontramos aqui uma poderosa inversão, o filho mais novo que estava fora termina dentro da casa do pai, o mais velho que deveria estar dentro da casa, permanece fora. Deliberadamente, Jesus deixa o irmão mais velho em seu estado alienado, o filho mais novo, “o mau caráter” da história, entra na festa do seu pai, enquanto o filho “bom” permanece fora.
Nos casos em que Jesus se encontra com alguém religioso e um excluído sexual, como em Lucas 7, (A pecadora que lava e perfuma os pés de Jesus), ou com um religioso e uma pessoa marginalizada por racismo, como em João capítulos 3 e 4, (Nicodemos e a mulher samaritana), ou ainda com um religioso e alguém socialmente excluído, como em Lucas 19, (Zaqueu), são as pessoas excluídas e marginalizadas da religião que mais facilmente se conectam com Cristo. Aqueles simbolizados pelo irmão mais velho, os representantes da religiosidade, permanecem afastados e distantes. Não é por acaso aos respeitáveis lideres religiosos de seus dias, Jesus dirige um poderoso julgamento: Públicanos e meretrizes vos precedem no reino de Deus”. Mt. 21= 31.
A questão não é apenas o que fazemos, mas porque fazemos. Dessa forma, mesmo que uma pessoa não viola nenhum dos mandamentos na lista do “mau comportamento”, pode, como o filho mais velho da parábola, estar espiritualmente perdido, tanto quanto os imorais, condenados por eles. Porque confiam neles mesmos como salvador, senhor e juiz. Em vez de confiar na pura graça de Deus.















Colaboração:
Joares Nogueira.

16/12/2013

O FERMENTO DOS FARISEUS, SADUCEUS E DE HERODES.

O FERMENTO DOS FARISEUS, SADUCEUS E DE HERODES.
Mt. 16=5-12; Mc. 8=14-21.
Jesus explica:
                          
O descuido dos discípulos. Esqueceram-se de levar pão.
Mt. 16=5: Ora, tendo os discípulos passado para o outro lado, esqueceram-se de levar pão.
Mc. 8=14: Ora, aconteceu que eles se esqueceram de levar pães e, no barco, não tinham consigo senão um só.

Jesus da um alerta. “Acautelai-vos, guardai-vos”.
Mt. 16=6: E Jesus lhes disse: Vede acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus.
Mc. 8=15: Preveniu-os Jesus, dizendo: Vede, guardai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes.

Os discípulos se lembraram. “É porque esqueceram, não trouxeram pão”.
Mt. 16=7: Eles, porém,discorriam entre si, dizendo: É porque não trouxemos pão.
Mc. 8=16: E eles discorriam entre si: É que não temos pão.
Mc. 8=17 – Jesus mostra o motivo de não entenderem. “Tendes o coração endurecido”.

Jesus corrige e alerta os discípulos.
Mt. 16=8-10:
8- Percebendo-o Jesus, disse: Porque discorreis entre vós, homens de pequena fé, sobre o não terdes pão?
9- Não compreendeis ainda, nem vos lembrais dos cinco Pães para cinco mil homens e de quantos cestos tomastes?
10- Nem dos sete pães para os quatro mil e de quantos cestos tomastes?
Mc. 8=18-21:
18- Tendo olhos, não vedes? E tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais
19- de quando parti os cinco pães para os cinco mil, quantos cestos cheios de pedaços recolhestes? Responderam eles: Doze!
20- E de quando parti os sete pães para os quatro mil, quantos cestos cheios de pedaços recolhestes? Responderam: Sete.
21- Ao que lhes disse Jesus: Não compreendeis ainda?

E o profeta Isaias em Is. 6= 9, 10 – teve uma visão e profetizou isto.
9- Então, disse ele: Vai e dize a este povo: Ouvi, ouvi e não entendais; vede, vede, mas não percebais.
10- Torna insensível o coração deste povo, endurece-lhe os ouvidos e fecha-lhe os olhos, a ouvir com os ouvidos e entender com o coração, e se converta e seja salvo.


Jesus explica que este fermento, não é do pão,
e sim da sua doutrina que é a hipocrisia.
Mt. 16=11: Como não compreendeis que não vos falei a respeito de pães? E sim: Acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus.
Lc. 12=1: Posto que miríades de pessoas se aglomeraram, ao ponto de uns aos outros se atropelarem, passou Jesus a dizer, antes de tudo, acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia.
Acautelai-vos do fermento= acautelai-vos da doutrina dos fariseus, saduceus e Herodes.

Os discípulos entenderam os ensinamentos de Jesus.
Mt. 16=12: Então, entenderam que não lhes dissera que não se acautelassem do fermento de pães, mas da doutrina dos fariseus e dos saduceus.

1Co. 5=1-13, Paulo ensina a respeito desta questão, a impureza na igreja.
1-      Geralmente, se ouve que há ente vós imoralidade e imoralidade tal, como nem mesmo entre os gentios, isto é, haver quem se atreva a possuir a mulher de seu próprio pai.
2-      E, contudo, andai vós ensoberbecidos e não chegastes a lamentar, para que fosse tirado do vosso meio quem tamanho ultraje praticou?
3-      Eu, na verdade, ainda que ausente em pessoa, mas presente em espírito, já sentenciei, como estivesse presente, que o autor de tal infâmia seja,
4-      Em nome do Senhor Jesus, reunidos vós e o meu espírito, com o poder de Jesus, nosso Senhor,
5-      Entregue a Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor (Jesus).
6-      Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?
7-      Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova a massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo nosso Cordeiro pascal, foi imolado.
8-      Por isso, celebremos a festa não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malícia, e sim com os asmos da sinceridade e da verdade.
9-      Já em carta vos escrevi que não vos associeis com os impuros;
10-  Refiro-me, com isto, não propriamente aos impuros deste mundo, ou aos avarentos, ou aos roubadores, ou idólatras; pois, neste caso, tereis de sair do mundo.
11-  Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais. (Sl. 1).
12-  Pois com que direito haveria eu de julgar os de fora? Não julgais vós os de dentro?
13-  Os de fora, porém, Deus os julgará. Expulsai, pois, de entre vós o malfeitor.




29/11/2013.

Joares Nogueira.

O TABERNÁCULO E A SUA TIPOLOGIA

O TABERNÁCULO E A SUA TIPOLOGIA

TABERNÁCULO: significa morada, habitação ou casa.

Conforme Hb. 8= 5, fala-nos de figuras e das sombras das coisas celestiais.

Foi dito por Deus a Moisés (Ex. 25= 8) que construísse um santuário, sendo-lhe revelado inclusive seu modelo no monte Sinai (Ex. 24= 18). Era um Templo portátil e montavam-no todas as vezes que os hebreus faziam acampamento.
Tudo foi feito como o Senhor Deus ordenara a Moisés (Ex. 39 e 40). Seus construtores, Bezalel e Aoliabe o fizeram em detalhes, minuciosamente - Ex. 31= 1-6.
O Tabernáculo seria algo que homem algum jamais teria imaginado. Foi construído para que as verdades fundamentais no Novo Testamento fossem compreendidas. Cada detalhe e objeto falavam da obra redentora de Jesus Cristo.
Glória a Deus!

Nota:
Para efeito de melhor entendimento deste estudo, vamos considerar que o CÔVADO (medida usada na época) seja igual a 50 cm.
Na verdade, um côvado seria a medida que iria do cotovelo à ponta dos dedos de um homem, sendo admitido que valha algo em torno de 43 cm ou 45 cm ou ainda 50cm.

ÁTRIO ou PÁTIO
A tenda e seus objetos apontam para Cristo.
Olhando de longe, vê-se um cercado em forma de retângulo demarcado por uma cortina (50 x 25m) de linho branco (pureza e santidade), com 2,5m de altura, sustentado por 60 firmes colunas, apoiadas em base de cobre: Ex. 27= 9, 12.
9- Farás também o átrio do tabernáculo; ao lado meridional (que dá para o sul), o átrio terá cortinas de linho fino retorcido; o comprimento de cada um será de cem côvados.
12- Na largura do átrio para o lado do ocidente, haverá cortinas de cinquenta côvados; as colunas serão de dez, e as suas bases, dez.
Por cima da cerca ainda se pode ver o teto da tenda, que está do lado de dentro deste cercado.
Não havia exteriormente beleza alguma.
 “Não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse, era desprezado, e dele não fizemos caso” Is. 53= 2-3.
Dentro desse cercado de linho branco, chamado de Átrio ou Pátio (media 50m de cumprimento por 25m de largura), podia-se ver em sua primeira metade o Altar de Holocausto; mais à frente a Pia de Bronze cheia de água. Na segunda metade desse Pátio ficava uma espécie de casa que seria exatamente a tenda.

A PORTA
Todas as vezes que era armado, sua única porta (10m x 2,5m) ficava para o nascente. As 12 tribos faziam acampamento ao redor do Tabernáculo, formando grupos de 03 tribos à frente, 03 do lado direito, 03 do lado esquerdo e 03 na retaguarda. O Tabernáculo ficava sempre no meio do acampamento, indicando que Deus deseja estar no centro das nossas vidas. “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”. Jo. 14= 6.
"Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo curas nas suas asas; e vós saireis e saltareis como bezerros da estrebaria." - Ml. 4= 2.

Uma cortina muito bonita, também chamado de "reposteiro" nas cores púrpura, carmesim, estofo azul e fundo branco, davam as boas vindas para os judeus ao adentrarem no átrio. Estas cores falam da santidade, realeza, servidão e divindade de Jesus Cristo.
Jesus Cristo é a única porta para se chegar a Deus.
Disse Jesus em Jo. 10:9: "Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá e achara pastagem.
Outras referências: Ex. 27= 9-19; 38= 9, 20; Hb. 10= 19-22; Ef. 2= 11-13; Sl. 65= 4; 96= 8;
Lv. 9= 1-6; 6= 9.
A TENDA
Era o Tabernáculo propriamente dito. Composto de dez cortinas e dez cobertas, sustentadas por uma armação de tábuas de setim (acácia) recobertas de ouro. Eram todas iguais no comprimento e largura.
Montada, a tenda formava um retângulo 15m de comprimento, 5m de largura e 5m de altura.
Em sua entrada encontrava-se um novo reposteiro (cortina) com as mesmas cores do reposteiro da entrada do átrio: púrpura, carmesim, azul e branco. Este, igualmente à porta do átrio, media 10m de comprimento. Esta porta dava acesso ao primeiro compartimento da tenda que se chamava "santo".

Você está na porta da tenda, já passou pelo altar do holocausto, pela pia de bronze com a água, agora está diante de toda a riqueza do tabernáculo.

Observe à sua esquerda e veja o candelabro (candeeiro) todo de ouro e à sua direita a mesa com os pães da propiciação. À frente, próxima à cortina (véu) que dividia o Santo do Santíssimo (Santo dos Santos), podia-se localizar o Altar de Incenso.

Após a Cortina (véu), ficava o Santo dos Santos. O único imobiliário do Santíssimo era a Arca da Aliança e seu Propiciatório (tampa), que estava justamente no santíssimo, cujas medidas formavam um cubo perfeito (5x5x5m). A Nova Jerusalém tem a mesma característica.

Compare com Ap. 21= 16: "A cidade é quadrangular; de comprimento e largura iguais. E mediu a cidade com a vara até doze mil estádios. O seu cumprimento, largura e altura são iguais”.

Observe a sequencia dos mobiliários procurando visualizar tudo de uma só vez, desde o Altar até a Arca. Não lhe lembra de algo muito familiar? Não formaria uma cruz esses objetos?

"Os quais ministram em figuras e sombra das coisas celestes, assim como foi Moisés divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo; pois diz ele:
Vê que faças todas as coisas de acordo com o modelo que te foi mostrado no monte" . Hb. 8= 5.

MATERIAL.
Todo material usado no Tabernáculo constituem tipos que merecem destaque.

Madeira
A Madeira simboliza a humanidade de Jesus.
Madeira de lei, chamada de setim ou acácia foi usada para a construção. Todas as tábuas do tabernáculo e seus móveis eram feitos com essa madeira, exceto a pia (cobre) e o castiçal que era de ouro maciço.
A árvore que dava esta madeira crescia no deserto e faz-nos pensar na humanidade do Senhor Jesus como diz o profeta Isaías: “Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra santa”... Is. 53= 2.


Linho
O Linho Branco fala-nos da pureza e santidade de Jesus, homem perfeito.

Cobre
Este metal nos fala do juízo e julgamento do pecado.
Era usado para revestir as colunas do pátio, suas bases e o altar para holocausto. A pia (ou lavatório) e os cravos (pregos) eram de cobre maciço.

Prata
Simboliza o resgate, redenção pelo sangue de Jesus.
Este metal foi usado para confeccionar os ganchos de sustentação das cortinas e nos capitéis que as ornamentavam e as bases das tábuas.


Ouro
Simboliza a glória de Deus, sua realeza e divindade de Cristo.
Metal mais precioso empregado no Tabernáculo. Foi usado para recobrir a mesa dos pães, o altar do incenso, a Arca, e as cinco colunas que sustentavam o cortinado da entrada. De ouro maciço era o Candelabro, o Propiciatório (tampa da arca) e os dois querubins.

AS CORES
Todas essas cores apontam para Jesus e são descritas nos quatro evangelhos.
Nos dois reposteiros (cortinas) do átrio e da tenda, aparecem as mesmas cores: púrpura, carmesim, branco e azul.
Púrpura
Todo soberano deve provar sua descendência real, e isto é feito em sua genealogia.
Cor da realeza. O evangelho de Mateus cita Jesus como o "Filho de Davi", enfatizando que Jesus é o nosso Rei.
Carmesim
Cor de sangue e aponta para Jesus como "servo sofredor".
Marcos destaca esta condição em seu evangelho. Aqui não há genealogia, o destaque é para o "servo".
Branco
Lembra a pureza e a santidade de Cristo.
Salientado por Lucas. Este é o evangelho do Filho do Homem. Jesus é mostrado como o "homem perfeito", e seu caráter justo. Apresenta a genealogia do homem ilustre e nobre.

Azul
Tipifica sua "divindade"
Aponta para o Céu, de onde veio e para onde retornou o Senhor Jesus Cristo. E está presente no livro de João. A genealogia não é apresentada, pois Deus não tem ascendência. Ele existe para sempre.

O MOBILIÁRIO
Ao todo eram seis peças muito valiosas e belas. Tudo foi feito em detalhes, conforme Deus havia determinado. No átrio existiam duas peças: o altar de holocausto e a pia (lavatório). Lá dentro da tenda, no "santo", podia se ver o candelabro, a mesa dos pães e o altar de incenso. No "santíssimo" existia um único móvel: a Arca da Aliança com seu propiciatório (tampa).



OS MÓVEIS DO ÁTRIO.

O Altar do Holocausto: Ex. 38:1-7.
1-      Fez também o altar do holocausto de madeira de acácia; de cinco côvados era o comprimento, e de cinco a largura (era quadrado o altar), e de três côvados a altura.
2-      Dos quatro cantos fez levantar-se quatro chifres, os quais formavam uma só peça com o altar; e o cobriu de bronze.
3-      Fez também todos os utensílios do altar: recipientes para recolher as suas cinzas, e pás, e bacias, e garfos, e braseiros; todos esses utensílios, de bronze os fez.
4-      Fez também para o altar uma grelha de bronze em forma de rede, do rebordo do altar para baixo, a qual chegava até o meio do altar.
5-      Fundiu quatro argolas para os quatro cantos de grelha de bronze, para nelas se meter os varais
6-      Fez os varais de madeira de acácia e os cobriu de bronze.
7-      Meteu os varais nas argolas, de um e de outro lado do altar, para ser levado; oco e de tábuas os fez.
Símbolo da cruz de Cristo. Era a primeira e maior peça do tabernáculo, medindo 2,5m de comprimento, 2,5m de largura (era quadrado) e 1,5m de altura e ficava logo à entrada da porta.
Foi feito com madeira de setim e recoberto com cobre. Lembra-nos da cruz de Cristo e juízo de Deus. Nesse altar eram sacrificados os animais que tipificava o sacrifício de Cristo.

Observe que o altar do holocausto é a peça que está logo à porta do átrio. Estava ali como sendo a oportunidade primeira para quem quisesse adentrar às profundezas de Deus, teria que primeiro aceitar o sacrifício.

Os animais oferecidos em sacrifício eram tipo de Jesus Cristo que naquelas ocasiões apenas encobriam os pecados. Jesus, porém remove todos os pecados através de seu sangue.

Lavatório (Pia) Ex. 30:18-21.
18- Farás também uma bacia de bronze com o seu suporte de bronze, para lavar. Pô-la-as entre a tenda da congregação e o altar e deitarás água nela.
19- Nela, Arão e seus filhos lavarão as mãos e os pés.
20- Quando entrarem na tenda da congregação, lavar-se-ão com água, para que não morram; ou quando se chegarem ao altar para ministrar, para acender a oferta queimada ao Senhor.
21- Lavarão, pois, as mãos e os pés, para que não morram; e isto lhes será por estatuto perpétuo, a ele e a sua posteridade, através de suas gerações.
Após o altar do holocausto e antes da tenda estava a pia de cobre maciço. Servia para que os sacerdotes se lavassem após os trabalhos de sacrifícios no altar e antes de entrar no santuário.
Da mesma forma torna-se necessário que sempre estejamos nos lavando nessa "pia" para podermos entrar na presença do Senhor.
A pia também é um tipo de Cristo, pois é Ele, através de seu sangue, que nos purifica de todo o pecado. Jesus também é a água viva que sacia nossa sede. Jo. 13:8: “Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu não te lavar, não tens parte comigo”.

A água que estava contida na pia também representa a Palavra de Deus, que é capaz de santificar-nos e purificar os nossos caminhos.
Sl. 119= 9: De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra.
Jo. 17= 19: E a favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade.
Os Móveis do Lugar Santo
Logo após abrirem-se as cortinas da tenda, o sacerdote encontrava à sua esquerda o Candelabro, à sua direita a mesa dos pães da propiciação, e lá à frente, bem junto ao véu que dividia o santo do santíssimo, o altar do incenso.
Candelabro Ex. 37= 17-23.
Tipifica Cristo como a "luz do mudo" e também nos lembra Cristo como a "videira verdadeira".
17- Fez também o candelabro de ouro puro; de ouro batido o fez; o seu pedestal, a sua hástea, os seus cálices, as suas maçanetas e as suas flores formavam com ele uma só peça.
18- Seis hásteas saiam dos seus lados; três de um lado e três do outro.
19- numa hástea havia três cálices com formato de amêndoas, uma maçaneta e uma flor; e três cálices com formato de amêndoas, e na outra hástea, uma maçaneta e uma flor; assim eram as seis hásteas que saíam do candelabro.
20- Mas no candelabro mesmo havia quatro cálices com formato de amêndoas, com suas maçanetas e com suas flores.
21- Havia uma maçaneta sob duas hásteas que saíam dele; e ainda uma maçaneta sob duas outras hásteas que saíam dele; e ainda mais uma maçaneta sob duas outras hásteas que saíam dele; assim se fez com seis as hásteas que saíam do candelabro.
22- As suas maçanetas e as suas hásteas eram do mesmo; tudo era uma só peça, obra batida de ouro puro.
23- Também lhe fez sete lâmpadas; as suas espevitadeiras e os seus apagadores eram de ouro puro.
Também chamado de candeeiro ou castiçal. Totalmente confeccionada em ouro pesando 30 Kg, que com suas sete lâmpadas iluminavam todo aquele lugar. O ouro aponta para sua glória e divindade.

A luz que emanava do castiçal iluminava a mesa dos pães da propiciação e o altar de incenso, que também tipificam Cristo.

Nesta função de iluminar (fonte de luz), o castiçal tipifica o Espírito Santo, pois glorifica o Cristo tipificado na mesa dos pães e no altar de incenso.

A Mesa dos Pães. Ex. 37= 10-16.
Estes materiais nos lembram para a dupla natureza de Cristo: humana e divina.
10- Fez também a mesa de madeira de acácia; tinha o comprimento de dois côvados, a largura, de um côvado, e a altura de um côvado e meio.
11- De ouro puro a cobriu e lhe fez uma bordadura de ouro ao redor.
12- Também lhe fez moldura ao redor, na largura de quatro dedos, e lhe fez uma bordadura de ouro ao redor da moldura.
13- Também lhe fundiu quatro argolas de ouro e pôs as argolas nos quatro cantos que estavam nos quatro pés.
14- Perto da moldura estavam as argolas, como lugares para os varais, para se levar a mesa.
15- Fez os varais de madeira de acácia e os cobriu de ouro, para se levar a mesa.
16- Também fez de ouro puro os utensílios que haviam de estar sobre a mesa: os seus pratos, e os seus recipientes para incenso, e as suas galhetas, e as suas taças em que se haviam de oferecer libações.
Confeccionada em madeira de acácia (setim) e revestida de ouro.
Estavam postos continuamente 12 pães da propiciação (ou da presença). Tipifica Jesus, "o Pão Vivo que desceu do Céu". Media 90 cm de comprimento, 45 cm de largura e 68 cm de altura.

Os doze pães representam as tribos de Israel. Todos os sábados eram consagrados os pães e repostos. Indicava que a consagração do salvo ao servir o Senhor não pode parar. Os pães que eram retirados podiam ser comidos pelos sacerdotes.

Altar do Incenso: Ex. 30:1-8.
É um tipo de Cristo quando mostra que nossa adoração só terá valor perante Deus, se for através de Cristo.
1-      Farás também um altar para queimar nele o incenso; de madeira de acácia o farás.
2-      Terá um côvado de comprimento, e um de largura (será quadrado), e dois de altura; os chifres formarão uma só peça com ele.
3-      De ouro puro o cobrirás, a parte superior, as paredes ao redor e os chifres; e lhe farás uma bordadura de ouro ao redor.
4-      Também lhe farás duas argolas de ouro debaixo da bordadura; de ambos os lados as farás; nelas, se meterão os varais para se levar o altar.
5-      De madeira de acácia os farás os varais e os cobrirás de ouro
6-      Porás o altar defronte do véu que está diante da arca do testemunho, diante do propiciatório que esta sobre o testemunho, onde me avistarei contigo.
7-      Arão queimará sobre ele o incenso aromático; cada manhã, quando preparar as lâmpadas, o queimará.
8-      Quando, ao crepúsculo da tarde, acender as lâmpadas, o queimará; será incenso continuo perante o Senhor, pelas vossas gerações.
Altar do Incenso ou Altar de Ouro, também construído em madeira de setim e revestido de ouro.
Sua função era como o mesmo já sugere queimar incenso ao Senhor, que representa nossas orações e louvor. As brasas que ardiam (tipo do Espírito Santo) neste altar eram trazidas daquele primeiro altar, lá da entrada do átrio (Altar do holocausto). Não se podia atear fogo diretamente no altar do incenso.

O Móvel do Santíssimo: Ex. 25= 10-22.
Arca da Aliança:
Tipificava Cristo como o "pão da vida" e nosso Sumo Sacerdote perfeito, que guardou a Lei em seu coração.

10. Também farão uma arca de madeira de acácia; de dois côvados e meio será o seu comprimento, de um côvado e meio a sua largura, e de um côvado e meio, a altura.
11. De ouro puro a cobrirás; por dentro e por fora a cobriras e farás sobre ela uma bordadura de ouro ao redor.
12. Fundirás para ela quatro argolas de ouro e as porás nos quatro cantos da arca: duas argolas num lado dela e duas noutro lado.
13. Farás também varais de madeira de acácia e os cobrirás de ouro;
14. Meteras os varais nas argolas aos lados da arca, para se levar por meio deles a arca.
15. Os varais ficarão nas argolas da arca e não se tirarão dela.
16. E porás na arca do testemunho, que eu te darei.
O propiciatório.
17.  Farás também um propiciatório de ouro puro; de dois côvados e meio será o seu comprimento, e a largura de um côvado e meio.
18. Farás dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório;
19. um querubim na extremidade de uma parte, e o outro, na extremidade da outra parte; uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele.
20. Os querubins estenderão as asas por cima, cobrindo com elas o propiciatório; estarão eles de faces voltadas uma para a outra, olhando para o propiciatório.
21. Porás o propiciatório em cima da arca; e dentro dela porás o Testemunho, que eu te darei.
22. Ali, virei a ti e, de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do testemunho, falarei contigo a cerca de tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel.
No Santíssimo só havia um móvel: a Arca da Aliança, medindo 1,25m de comprimento, 75 cm de largura e altura. Entende-se como apenas uma peça, pois o propiciatório (tampa) era parte integrante da arca.
A arca era caixa construída com madeira de acácia e revestida de ouro. Sua tampa, o propiciatório, era totalmente de ouro e estava encimado por dois querubins que tinham suas frontes voltadas para baixo (como que estivesse olhando para o fundo da caixa). Suas asas estavam abertas e tocavam-se, como que se estivessem dando as mãos.

Dentro da arca estavam contidas as Tábuas da Lei recebidas por Moisés no Monte Sinai, um vaso contendo o maná fornecido aos israelitas no deserto e o cajado de Arão que havia florescido. Isso representava para aquele povo a presença de Deus, que os guiava, protegia-os e dava-lhes vitória.
Somente o sumo sacerdote podia entrar no Santíssimo uma vez ao ano. Levava o sangue do sacrifício para aspergir o Propiciatório. Esta era a parte final daquele ritual sacerdotal que servia para restaurar a comunhão do homem com Deus.

Jesus, o nosso Sumo Sacerdote perfeito, ofereceu-se em completo sacrifício expiatório por nós. Entrou no santuário celestial levando seu próprio sangue.

A COBERTURA DA TENDA. Ex. 26.
Era constituída em quatro coberturas distintas como segue: A primeira coberta, que podia ser vista somente de dentro da tenda, era constituída de QUATRO CORES COM DESENHOS DE QUERUBINS. Muito bela e combinava com as paredes revestidas de ouro. O interior da tenda era lindo! Assim também deve ser nosso interior, tenda do Espírito Santo.
Por cima desta estava a segunda cortina, que era feita de PELOS DE CABRA, também chamada de "a tenda sobre o tabernáculo" Ex 26= 14: “Também farás de pele de carneiro tintas de vermelho uma coberta para a tenda e outra de peles finas”.
A terceira cortina de baixo para cima era a de PELES DE CARNEIROS TINTAS DE VERMELHO.

Por fim vinha a quarta cobertura, a de PELES DE TEXUGO (animal marinho). Medindo 2,5 Metros de altura, a cerca (de linho branco) impedia a quem estivesse de fora do átrio pudesse ver o que havia do lado de dentro do pátio. Era algo rústico e sem beleza ou atrativo algum.

Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso” Is. 53= 3.











Fev/2011.

Joares Nogueira.